domingo, junho 15









...i'm only 30 and like the cat i have nine times to die. this is number three

...dying is an art, like everything else. i do it exceptionally well. i do it so it feels like hell.




sábado, junho 14










gosto de trabalhos manuais.
trabalhos em que possa divagar, ao mesmo tempo que "crio". nada de muito intelectual. algo que me permita pensar em coisas que não têm nada a ver com o que estou a fazer e ver o resultado, depois de algumas horas de sonho acordado.

vou (tentar) dedicar-me ao origami.














afinal, os aviões que fazíamos, ou os "quantos queres?" com pintas coloridas, eram verdadeiros origami! ou não?!?


quarta-feira, junho 4








a imagens com sabor a....proporciona-lhe recordações ímpares.

já pensou ficar com a recordação dos 18 anos da sua filha? do baptizado do seu sobrinho?
das bodas dos seus pais? dos 5 anos da sua afilhada?

a imagens com sabor a...faz a cobertura da sua festa!

e para que dê vida às suas recordações, convida, através de download gratuito, a que faça, de uma forma fácil e divertida, os seus próprios albuns, agendas, etc.

dê vida aos kilos de imagens que vai acumulando!

divirta-se!



domingo, junho 1



um dos melhores filmes que vi este ano!


Título original: La Graine et le Mulet
Realização: Abdel Kechiche
Intérpretes: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Farida Benkhetache, Abdelhamid Aktouche, Bouraouïa Marzouk, Alice Houri
França, 2007


Na cidade costeira de Sète, França, Beiji, pai de família, de sessenta anos, desempregado, esforça-se por manter a família unida. Tem o peso do falhanço em cima dos ombros e um sonho, o de construir um restaurante.

O filme retrata, além de outras questões, o estigma ainda vivido pelos imigrantes (árabes, neste caso) e as tensas relações familiares, devido ao emprego precário, às relações extra-conjugais, ao stress do dia a dia.

Os diálogos de Rym, a enteada, de personalidade fortissima, com o padrasto e com a mãe, são os momentos altos do filme, na minha opinião. O sotaque cerradissimo, o uso do calão a "200 à hora" e a impulsividade do discurso, de forma inteligente, prende-nos ao écran e deixa-nos com a sensação de estarmos na cozinha ou no quarto a assistir às cenas.

Cena semlhante a de uma mulher repetidamente traída pelo marido, que finalmente grita a sua dor.

Numa tentativa de manter os convidados à mesa do restaurante-barco (o cuscuz foi esquecido no porta-bagagens do carro, que entretanto foi levado pelo irmão) Rym inicia uma dança do ventre sublime! Lamentavelmente, o objectivo não foi conseguido...







adivinhem o que é o meu jantar, hoje...é que o cheiro emanava do écran...

sábado, maio 31




" u n d e r m y s k i n "

de Inez Wijnhorst,

G a l e r i a M o n u m e n t a l

Campo dos Mártires da Pátria, 101
Lisboa
telf. 21353 38 48

8 de Maio a 21 de Junho, de terça a sábado, das 15h00 às 19h30











" O múltiplo é, não apenas o que tem muitas partes, mas também o que está dobrado de muitas formas."

Gilles Deleuze, A dobra

.


Quantos gestos são precisos para ordenar o mundo, para o dobrar e guardar em caixas?
A procura de sempre. A inquietação que nos traz ocupados. A procura da ordem oculta das coisas. Primeiro a geometria. O sentido que organiza o aleatório tornando-o inteligível. Acreditar. Querer crer numa estrutura do caos. Concentrar a inteligência na trama rigorosa do pensamento matemático e sobrepô-lo ao mundo.

Em seguida usar a ironia da ilusão. Recriar engano antigo, roubado a outras culturas, de inventar a dimensão oculta, a terceira dimensão no mundo da tela. Aglutinar a forma, repeti-la sem limite, revelando o que não existe, inventando a impossível profundidade. Herança de quem ousou imaginar as leis da perspectiva ou de quem rasgou uma tela. Deixar ver para lá dos dois eixos. Amplificar a falsidade com a ilusão da luz. Escurecer o fundo. Usar a mancha e a linha branca para cortar a tela e remontá-la outra vez. Dobrar a tela infinitamente. De forma sempre diferente. Repetir as três figuras geométricas simples e experimentar a ilusão de serem sempre distintas.

Depois, o desenho da caixa. A aproximação à imagem do objecto, daquilo que a mão conhece. Transformando o nível abstracto do pensamento geométrico e atribuindo-lhe uma familiaridade quase doméstica. Repetir o gesto, somando as mesmas formas, tornando-as distintas. Ler nestas formas os dias, de tal forma diversos que não acreditamos que são feitos sempre da mesma matéria: de horas, de estações do ano, de segundas e terças-feiras. Sobre estas caixas, iguais e outras, redesenhar a vida, soltando-a da trama, desrespeitando os seus limites. Os factos e as imagens das escadas, das mesas e dos barcos de papel. As caixas, as casas e os corpos.

Outra vez soltos, impossíveis de circunscrever no interior da trama que se descobriu. Tropeçamos de novo no mundo, nos objectos fora de sítio, nos factos fora de sítio, indiferentes à mais elementar das lógicas. A experiência individual sempre pronta a escapar ao entendimento. São sempre assim os factos, dificilmente compreensíveis. Há que guardá-los em caixas. Serão, pelo menos, nossos.

Sofia Pinto Basto, Maio 2008



quarta-feira, maio 14




pierrot le fou - 1965 - godard









cheap trick - surrender








Mommy's alright, Daddy's alright, they just seem a little weird.
Surrender, surrender, but don't give yourself away, ay, ay, ay.

Father says, "Your mother's right, she's really up on things."
"Before we married, Mommy served in the WACS in the Philippines."
Now, I had heard the WACS recruited old maids for the war.
But mommy isn't one of those, I've known her all these years.




sexta-feira, maio 9




duffy - mercy






I love you
but i gotta stay true
my morals got me on my knees
I'm begging please stop playing games

I don't know what this is
cos you got me good
just like you knew you would

I don't know what you do
but you do it well
I’m under your spell

Chorus
You got me begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
why won't you release me
I said release me

Now you think that I
will be something on the side
but you got to understand
that i need a man
who can take my hand yes i do

I don't know what this is
but you got me good
just like you knew you would

I don't know what you do
but you do it well
I’m under your spell

You got me begging you for mercy
why wont you release me
you got me begging you for mercy
why wont you release me
I said you’d better release yeah yeah yeah

I'm begging you for mercy
yes why wont you release me
I'm begging you for mercy

you got me begging
you got me begging
you got me begging

Mercy, why wont you release me
I'm begging you for mercy
why wont you release me

you got me begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy

Why wont you release me yeah yeah
break it down



terça-feira, maio 6




regresso a casa


eliza scidmore



Tábuas improvisadas ajudam um homem a regressar a casa após um dia de trabalho nos campos de arroz.

A fotografia de Eliza Scidmore (escritora, fotógrafa, geógrefa e primeiro elemento feminino do conselho de administração da National Geographic Society) foi publicada em Julho de 1914.

Eliza adorava o Japão e fez a primeira visita ao país em 1885.

A última ocorreu em 1929, quando as suas cinzas foram enterradas num cemitério de Yokohama. (margaret g. zackowitz)







domingo, maio 4







andré kertesz



elegia do vício



Admiro os viciados.

Num mundo em que está toda a gente à espera de uma catástrofe total e aleatória ou de uma doença súbita qualquer, o viciado tem o conforto de saber aquilo que quase de certeza estará à sua espera ao virar da esquina.

Adquiriu algum controlo sobre o seu destino final e o vício faz com que a causa da sua morte não seja uma completa surpresa.

De certo modo, ser um viciado é uma coisa bastante proactivista.

Um bom vício retira à morte a suposição.

Existe mesmo uma coisa que é planear a tua fuga.




Chuck Palahniuk, in "Asfixia"




poSSe



foto john vink




Dir-se-á que os possuidores dos capitais pessoais são forçados, para viver, a cedê-los, dia a dia, aos capitalistas que dispõem dos bens visíveis e estão, por isso, ao seu serviço.

Mas essa dependência, para quem vê claro, é recíproca: um proprietário de terras, mesmo que possua meio país, é como se não tivesse nada, se não encontra camponeses que façam frutificar os seus latifúndios; o grande fabricante tem de vender como sucata as suas excelentes máquinas, se não conta com operários que as façam funcionar e produzir lucros; o político está às ordens do especulador, mas este não poderá efectuar os seus negócios, se não dominar, por meio daquele, a opinião pública e o Estado; e se médicos, advogados e professores não poderiam viver sem doentes, culpados e ignorantes, é igualmente verdade que os segundos, em determinados momentos, não podem prescindir dos primeiros.
Até o aleijado, o cego e o leproso obtêm um certo rendimento das suas muletas, da sua escuridão e das suas chagas.

Por conseguinte, aqueles a que os instigadores da plebe chamam «possuidores de nada», «destituídos» ou «deserdados» não existem.

Giovanni Papini, in 'Relatório Sobre os Homens'